Segundo o dicionário, grito significa "som alto e agudo" : berro. Assim como,gritar significa" dizer alguma coisa a álguém em voz muito alta" foi com esse intuito de "berrar bem alto para ser ouvido" que os músicos Júlio Lima e Letto idealizaram o "grito do elefante" numa tentativa de acordar os ouvintes e apreciadores de música, para oque se é produzido em solo Potiguar.bem como,resgatar ou mesmo impulsionar uma valorização da música Potiguar dentro e fora do nosso estado. pois, devido a qualidade de seus artistas O RN não fica devendo em nada, tanto no âmbito nacional,como no Âmbito cosmopolita.
o grito nasceu da vontade desses artistas, que mais parecem" rádios de pilha a circular" como diz a própria composição" grito do elefante" num comparativo ao espaço e importância ao que se é dado aos artistas autorais em nossa cidade. que, apesar de uma efervercência musical e artística muito grande, são esmagados pela música cover e por todo som que vem de fora.
O grito é um despertar. um renascer. um apelo musical a todo e qualquer ouvido que queira degustar décibéis autorais. Um chamado
a todos que queiram acordar através dos acordes e se redescobrir em sua própria terra. pelos caminhos melódicos e harmônicos de um RN tão rico, porém desvalorizado. Gritemos então para que se quebre com sons essa redoma cultural imposta sobre o nosso estado que nos impede de dividir com o Brasil e de beber de nossa própria fonte.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
O Grito do Elefante com Caio Padilha e Júlio Lima
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
A desleal fábula de um Guerreiro ferido por sua espada
Com sua espada na bainha o pobre Guerreiro observa o horizonte a sua frente, em meio a um terreno devastado pela incerteza e desconfiança, capazes de derrubar báobás quatrocentenários e de feri-lo ferozmente.
De seu semblante é retirado uma lágrima de dor, rugas deixadas por rusgas entaladas na garganta e uma expressão facial de perseverança, apesar de seus escudos já desgastados.
Famoso por sua fama de empurrar sua espada em pontos vitais de dragões, retirando-lhes suas vidas para que a sua continue a ter razão de existência. A cada dragão derrubado surge um outro maior a querer lhe devorar... e o Guerreiro que numa batalha anterior teve que derrubar dois grandes drákons, devido a ausência de um outro guerreiro do mesmo vilarejo, encontrou-se cansado para outro dia de batalha, dormiu sobre sua própria lâmina e feriu-se de maneira infeliz e distraída.
A dor o fez acordar subitamente a procura de um novo Dragão, para tentar cessar o sangue que derramara sobre sua armadura encardida. Seu olhar continuou teso ao horizonte.
Gritou aos que não o ouviam: "Que venha mais um réptil cospidor de fogo, que venha mais um descuido de mim, que venha esse mar revolto que se faz vivo em meu crânio e que venham Ogros, Ciclopes, Amazonas e Cavalos Gregos"
Ele estará lá.
Firme. Sangrando. Perseverante. Leal e capaz de destronar qualquer ditador que cruze o reflexo da sua arma que um dia quase lhe matou.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Gambiarra do artista Trabalhador
Galera, vamos curtir esse gambiarra aqui no TECESol, e jogar um futebolzinho também!!!
Abraços do Bico
quinta-feira, 8 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Passarinhos
Parece que hoje eles cantam mais forte
ontem foram os tambores que soaram quase sem parar
depois de se queimarem no fogo fátuo a beira mar
Mas são eles que cantam mais forte
mesmo depois de foguetes rasgarem o céu e romperem
as mais distantes barreiras do som
atrapalhando qualquer tentativa de um cantar sublime
mas ainda assim eles se juntam e cantam mais forte
em grande revoada pelos ares intransitáveis
em canto e dança, muito mais sincronizados de que uma
sofisticada esquadrilha da fumaça
e eles cantam não apenas por cantar
mas porque hoje é dia daquela menina que completa ano
hoje é dia da avó que parte para um sono mais tranquilo
dia de iniciar uma revolução
dia da plenitude da lua ao anoitecer
e de dormir pensando no cântico dos passarinhos
no próximo amanhecer
e de esperar a melodia que rege nosso bailar desentoado da vida.
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