quarta-feira, 27 de março de 2013

Dia Mundial do Teatro ou do teatro?



Já parou pra contabilizar quantas vezes você foi ao Teatro? Ou até quantas vezes você assistiu teatro? Certamente alguns que lerão este escrito terão muitos números para contar. Agora faça essas mesmas perguntas em comunidades periféricas e bairros populares. Certamente esse número será baixíssimo. Neste 27 de março, muitas são as ações e as confusões em prol do (T)teatro. No RN inúmeros artistas dessa linguagem se agrupam e discutem seus problemas a mais de 6 anos, com algumas baixas temporais e também com a mudança de nome do movimento. Antes Redemoinho/RN, e agora Rede Potiguar de Teatro.
No Início da gestão da atual e já defasada Governadora, a Rede Potiguar de Teatro entregou um documento nas mãos da Secretária Extraordinária (ou Inexistente) de Cultura do RN uma carta solicitando uma abertura de diálogo com nosso setor. Apresentamos diversos pontos entregamos a Gestora o caminho das pedras e a disponibilidade da Rede em construir juntos esse diálogo.
O que se sucedeu a isso foi um grande silêncio, uma negação de nossa existência, algumas ironias soltas no ar e uma tentativa falida e frustrada de lançamentos de Editais que em nada dialogaram com as nossas necessidades. Resultado: inscrições ínfimas, resultados desgastantes e nada que chegou até a população nem aos artistas de teatro. Sem falar nos valores baixíssimos das premiações.
Com o poder de força da Rede Potiguar de Teatro, marcamos uma reunião com o atual gestor da FUNCARTE (Fundação Capitania das Artes), órgão equivalente a Secretaria de Cultura do Município de Natal, o senhor Dácio Galvão, entregamos uma carta semelhante à apresentada a Isaura Rosado (Cunhada da Governadora). Constatamos que na equipe do Município tem inúmeros integrantes de nossa Rede e o mesmo demonstrou-se aberto ao diálogo e de bate pronto retirou de nossas cabeças aquela imagem autocrática que tínhamos do referido gestor em outrora.
Até que chegamos à comemoração do Dia Mundial do teatro (ou do Teatro?) e percebemos bem a postura diferente dos nossos gestores da Cultura. O Governo Isaura/Rosalba apresenta-nos uma proposta de comemoração totalmente deslocada da realidade dos grupos que fazem teatro no RN, ela incorpora a sua programação a apresentação de um Espetáculo Mossoroense que já viria a Natal e com seu cachê já garantido por outro projeto (fato recorrente a esta atual administração, achar que os artistas devem se apresentar de graça pra divulgar seu trabalho) e comemora (na minha opinião) o Dia do Teatro, o dia do prédio que abriga nossas ações artísticas, celebra o Teatro Alberto Maranhão, pois o teatro que eu faço ela não tem o direito de comemorar e nem de dizer que tá tudo lindo.
Já na agenda da Prefeitura, temos uma agenda propositiva e fruto do diálogo já iniciado com a FUNCARTE. Nada a comemorar ainda. Nada de festa. Não é isso que queremos. Queremos debater, propor, fiscalizar, acompanhar e, principalmente, planejar. Realizamos algumas conversas e bate-papos com convidados (Buda Lira/PB e Marcelo Flecha/MA) e faremos uma lavagem na escadaria do Teatro Sandoval Wanderley, fechado desde o início da administração de Micarla, e prestes a iniciar suas obras de revitalização a espera dos trâmites burocráticos para liberação da verba por parte do Ministério da Cultura. Essa lavagem é um ato político que servirá para alertar a população, imprensa, poder público e os próprios artistas da importância daquele Teatro para a história e o desenvolvimento do teatro Potiguar e também para pressionar do governo Dácio/Carlos Eduardo a celeridade nos processos para o tão aguardado início da obra.
Pra concluir, recebemos com muito entusiasmo o convite do Prefeito de Natal para nos reunir com ele ao meio-dia deste 27 de março de 2013 no Palácio Felipe Camarão, para tratarmos de assuntos de nosso interesse e do provável lançamento de editais para nosso setor. Um fato inédito a ser ponderado a partir de seus desdobramentos.
Fico eu aqui com meus olhos arregalados e consciente de uma coisa: as coisas tendem a melhorar, mas com um sentimento que vamos demorar a chegar ao ideal.
Para uns é Dia do Teatro. E para outros é Dia do teatro.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Sobre o Projeto Grandes Encontros Musicais e Leis de Incentivo

Primeiro gostaria de externar a dificuldade de falar de um projeto onde sou um Profissional contratado. Mas depois dos últimos boatos e comentários sobre o Projeto Grandes Encontros Musicais, faz-se necessário que entre em cena, e coloque alguns pontos de vista que tenho sobre o referido projeto.

·         Acho importantíssimo que artistas potiguares disputem espaços onde não temos circulação. Existe hoje um público que frequenta o Teatro Riachuelo que pouco conhece a arte produzida em nosso Estado;

·         Cada Artista constrói sua trajetória ao longo de sua carreira, se valorizando e criando sua fama, sua vida e sua força de atração popular. Não vejo problema que um artista de fora do estado e também com um renome construído ao longo da história receba um cachê mais alto do que de um artista daqui. Até porque, quando nos apresentamos fora do nosso território de moradia temos uma entrega de tempo muito maior do que quando nos apresentamos na nossa cidade. Sou daqueles que acha que cada um deve receber o quanto merece. E outra, só subo num palco quando concordo com o cachê que me oferecem;

·         Quanto às diligências que o projeto recebeu no processo de seleção, não nos diz respeito, acho que a Comissão deve respeitar qualquer projeto que se inscreva na lei e tudo deve correr internamente e de forma ética respeitar as possíveis arestas do Projeto;

·          Quanto a execução do Projeto, ele fala por si só. A repercussão é muito positiva. O público sai inebriado do Teatro. Lota a casa. Diverte-se. E a partir dali cria uma relação com o artista Potiguar, que muitos outrora não tinham. O Artista Nacional transforma-se na Cereja do Bolo, num convite a mais e tudo isso a preços populares;

·         E pra concluir, é só perguntar a todos que sobem no palco como eles se sentem após o show. Isso eu não posso responder. Mas tenho certeza que não existirão negativas.

Tudo essa discussão não seria necessária se as Leis de Incentivo tivesse uma regularização mais transparente, popular e democrática. Ficamos na expectativa que em breve isso aconteça. As brechas nas políticas culturais e nos modelos de gestão são a desculpa para todos os problemas, temos que transformá-las em solução e já!



segunda-feira, 18 de março de 2013

A tentativa de uma contextualização das Políticas Culturais no Brasil: Pré-Collor (Parte I)


Historicamente, para se fazer algum tipo de atividade artística, sempre existiu alguém que patrocinasse as aspirações e inspirações de diversos artistas, pelo menos daqueles que sobreviviam de sua arte. Existiam outros que produziram de maneira independente e que, ou tinham um trabalho extra e faziam da arte uma espécie de “hobby”, ou morriam pobres e a míngua e se tornaram artistas valiosos após a morte.
Ao longo do século XX, vimos a Economia de Mercado crescer, a população do mundo também crescer, e surgir uma nomenclatura de Cultura diferente, a de “massa”. Que surgiu unicamente para criar produtos artísticos em larga escala e vender também em larga escala, para uma população consumir também em larga escala. A partir disto e de todas as estratégias de marketing, aconteceu um distanciamento da população de sua Cultura Popular, começamos a consumir excessivamente produtos culturais propagados na rádio e na televisão e de tanto ouvirmos e assistirmos acabamos por concluir e dizer que aquela produção de qualidade questionável é também parte da nossa Cultura.
Devemos olhar com muita cautela e percebermos que a Cultura sempre foi muito bem manipulada por sistemas econômicos e Governos nas mais diferentes épocas. Na ditadura, por exemplo, o “iê iê iê” da Jovem Guarda era amplamente divulgado pelo Regime Militar e alienava toda a população, confrontando diretamente todo um movimento artístico que se contrapunha ao Golpe de 64.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

13 Documentos para a Cultura de Natal


13 Documentos para a Cultura de Natal
ou A empreitada de um Artista Potiguar contra os Moinhos de É-Ventos

O conceito de cultura está intimamente ligado às expressões da autenticidade, da integridade e da liberdade. Ela é uma manifestação coletiva que reúne heranças do passado, modos de ser do presente e aspirações, isto é, o delineamento do futuro desejado. Por isso mesmo, tem de ser genuína, isto é, resultar das relações profundas dos homens com o seu meio, sendo por isso o grande cimento que defende as sociedades locais, regionais e nacionais contra as ameaças de deformação ou dissolução de que podem ser vítimas. Deformar uma cultura é uma maneira de abrir a porta para o enraizamento de novas necessidades e a criação de novos gostos e hábitos, subrepticiamente instalados na alma dos povos com o resultado final de corrompê-los, isto é, de fazer com que reneguem a sua autenticidade, deixando de ser eles próprios.

Milton Santos



                   Vibramos a todo momento com os êxitos da Cultura e da Arte Potiguar. Nosso fazer ganha o mundo em acordes, expressões corporais, imagens, textos e vislumbres de um sonho artístico. Vivemos dias de muita superação e não são dias tranquilos. Utilizo-me da primeira pessoa do plural pra falar de artistas, que, como eu, lutam a duras penas para buscar “um lugar à sombra” e sonhar com dias mais tranquilos.
                   A ditadura militar e os governos neoliberais que a sucederam provocaram na Cultura brasileira um grande choque de alienação e de mercantilização de nossa produção cultural. Artistas, grupos populares, pesquisadores, e todos e todas que fazem a Cultura de um povo tiveram suas relações de liberdade intelectual cerceadas, ora pela repressão militar, ora pela falsa promessa de liberdade e pela fábula construída pelo neoliberalismo.’
                   Essas ações afastaram o povo de sua identidade, de sua prática e o aproximou de uma cultura vazia, desenraizada, massificada. E dentro do olhar perverso do neoliberalismo e das gestões de governos de direita no Brasil, a Cultura transformou-se na cereja do bolo para um projeto de alienação e de fortalecimento da cultura do “pão e circo”. Os processos de “idiotização” e de “emburrecimento” de um povo sempre começaram pelos aspectos artísticos e intelectuais: primeiro, pelo afastamento da Arte e do Pensamento das escolas; depois, pela forçosa criação de eventos culturais que em nada nos representam, nem nos valorizam enquanto criadores e profissionais. É necessário retornar aos Círculos de Cultura propostos por Paulo Freire, onde a partir de temas geradores e de situações problemas discutiam-se as relações, os valores e os direitos humanos, na busca de um caráter mais brasileiro e autêntico.
                   Nossa cidade Natal, a mesma que foi pioneira no projeto “De Pé no Chão Também se Aprende a Ler”, encontra-se abandonada, não existe rumo algum para a Cultura de nossa capital potiguar, são poucas as referências de boa gestão de Cultura por aqui, e só são boas porque não existem modelos para se comparar a tais administrações.
                   Avançamos muito com o ministério de Gil e Juca no Governo Lula; a Cultura tornou-se protagonista de um processo de “rebrasileiramento” de nosso país, começamos a ver o Brasil de baixo para cima, o Brasil das margens e dos marginais, de uma Cultura renegada pelas elites, de uma Cultura que ficou a serviço dos coronéis, de uma Arte que os divertia e em que nos usavam enquanto bobos da corte. Nos últimos anos, vimos a verba chegar aonde nunca havia chegado, na mesa de cada cidadão, no figurino do Boi de Reis, na luz da casa de um sítio no Brasil profundo. Participamos de Conferências, Conselhos e propusemos leis e algumas foram aprovadas. Mas por aqui, essas ações resumem-se apenas às reverberações de programas do Governo Federal: Pontos de Cultura, editais da Funarte e do MinC e emendas parlamentares.
                   Organizamo-nos em diversas redes setoriais das linguagens artísticas, em fóruns de Cultura, em movimentos e ações culturais, vezes isolados, vezes articulados. A crise não mais nos aplaca, motiva à organização. Mas ainda há muito a se avançar, apesar de a participação popular não ser mais a mesma de outrora. O que acontece é que toda ação política em prol de uma melhoria é questionada e atravancada nos egos inflamados dos militantes heroicos de nossa Pátria.
Não serei o poeta de um mundo caduco./ Também não cantarei o mundo futuro./ Estou preso à vida e olho meus companheiros/ Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças./ Entre eles, considere a enorme realidade.” A partir de Drummond, faço um convite pra irmos de Mãos Dadas nessa empreitada, assim como Augusto Boal fez ao aprovar 13 (treze) Leis feitas a várias mãos a partir de seu Teatro Legislativo, assim como fazemos em nossos processos colaborativos no teatro, nos estúdios de gravação, em Performances Coletivas.
                   Acredito que uma candidatura a Vereador deva ir muito mais além do que o simples pedido de voto por meritocracia, apadrinhamento e/ou em troca de favores. Uma campanha de Vereador deve ser propositiva, bem fundamentada e deve servir, principalmente, para discutir a nossa cidade e colocar em foco os seus problemas e possíveis soluções. Assim, convido a todos e todas artistas, produtores, pesquisadores, apreciadores a elaborarmos uma série de documentos que tratem não apenas de propostas, mas que possam nos dar um diagnóstico prático e teórico de como se encontram as políticas públicas para cada setor em questão. A ideia é que seja um trabalho a várias mãos. Work in Progress, termo utilizado para criações artísticas contemporâneas e que significa “trabalho em andamento” ou “em conclusão”. Dessa forma, reiteramos a ideia de que nossa candidatura é pautada pelos movimentos sociais, pelo caráter da construção coletiva e pelo empoderamento de todos e todas – eu não me apresento como um herói detentor do poder da salvação cultural de Natal. Isso é o que estamos chamando de “Uma Nova Cultura Política” – e que não se apresente enquanto nova apenas pelos meus 25 anos de idade e pela idade dos meus companheiros e companheiras de coordenação de campanha e de militância diária.
                   Aproximem-se, contribuam, acompanhem as discussões, enviem-nos propostas de modificação, dialoguem, sejamos dialógicos, não sejamos conservadores, sejamos utópicos, mas com os pés no chão, em círculos e pontos de Cultura. Acredito que com esses documentos possamos fazer um trabalho junto à Câmara Municipal representativo e qualitativo, e, ainda como membro do Diretório dos Partidos dos Trabalhadores de Natal, cobrar nas instâncias internas que os nossos companheiros e companheiras também eleitos, olhem para a Cultura do nosso município com olhares mais preparados e conhecedores do assunto. Tenho certeza que, ao elegermos uma bancada forte de vereadores Petistas e também o nosso Prefeito Fernando Mineiro, avançaremos degraus importantes para uma Cidade mais bonita, sustentável e com todos os nossos direitos constitucionais garantidos com grau de excelência e qualidade.
                   Abaixo coloco os 13 temas relacionados à Cultura da nossa cidade, sobre os quais realizaremos reuniões para criação de cada documento e deixaremos em consulta pública em nosso sítio de campanha durante o período eleitoral:



  1. Artesanato;
  2. Artes Visuais;
  3. Audiovisual;
  4. Capoeira;
  5. Circo
  6. Cultura Popular;
  7. Dança;
  8. Hip Hop;
  9. Literatura, Livro e Leitura;
  10. Música;
  11. Patrimônio Material;
  12. Performance;
  13. Teatro;


                   São pontos que dialogam diretamente com os movimentos culturais da cidade e acredito que ainda existam outros: sejam adicionados dentro destes temas (como Arte Sequencial); sejam como transversais (como Gestão e Produção Cultural). Entre os acima citados, temos dois temas que são diretamente ligados à Cultura Popular, mas que pela suas abrangências e por sua capilaridade territorial merecem um olhar mais apurado ante as suas especificidades, como é o caso do Hip-Hop e da Capoeira.
                   Vamos juntos Botar o Bico No Trombone por uma Nova Cultura Política e por uma nova Política para a Cultura.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,a vida presente. 
Mãos Dadas, Carlos Drummond de Andrade


Rodrigo Bico
25 anos, Ator e Militante da Cultura
Formado em Educação Artística pela UFRN
Candidato a Vereador de Natal. 13013
Vota em Mineiro para Prefeito, vota 13!

terça-feira, 27 de março de 2012

Monólogo Farsesco de Um Ator Guerreiro



Abaixo, texto na íntegra:

Começa agora mais um ato da peça de lamentações de um artista desterrado, mais um dia em que minha dor é apenas a palpitação e reverberação da angústia de alguém que grita e ninguém o escuta. Por mais que esse gritar venha acompanhado de um coral e uma orquestra sinfonica, e que entoam juntos o mesmo lamuriar.
Parece que nos encontramos em limbo escuro, denso e frio, guiados por ninguém, em que vez por outra nos aparece um palhaço de cabelos vermelhos arrepiados, com um sorriso cínico no canto de boca dizendo que está tudo bem!
Este monólogo é mais um igual a tantos outros. Já escrevemos cartas e cartas, já esbravejamos em frente a governadorias e Fundações e nada  foi feito.
O que posso eu fazer diante de tanto descrédito, de tanta descrença, de tanta desgraça???
Hoje é o dia em que o Elefante Potiguar não soltará um Grito, não fará um só levante, que não comerá uma única migalha de pão antropofágico oferecido aos pobres artistas que só tem ao vinho dionisíaco para se entorpecerem diante da pasmaceira admnistrativa de uma Secretaria Inexistente.
Cuido eu de levantar minha lança e preparar meu escudo, e proteger-me de qualquer ameaça que venha a destruir meu corpo cansado, mas que ainda é vibrante, que ainda fala, que ainda abre grandes rodas ao luar, em praças e palcos espalhadas nessa terra de Poty. Vejo Palhaços Shakespeareanos alçarem vôos daqui, Alegrias e alegrias se sustentarem no ar, Probres artistas de Teatro à Deriva de um mar revolto e enfrentando tempestados afim de deixarem seu barco estável, Estandartes são postos ao sol potiguar para que o mofo inerte não nos ceguem, Teares inteiros não param de produzir arte em tecidos velhos para que Estações inteiras abasteçam-se de arte, para que o teatro chegue em casa à ribeira de um rio poluído de sujeiras capitais.
Só a Antropofagia nos une, e só um Antropófago aliado de uma série de Conservadores democráticos nos une mais ainda. Que fiquem eles caminhando lado a lado enquanto tentamos nos fortalecer, que façam seus banquetes globalitários sem nem nos convidar, talvez por que saberiam que certamente não aceitaríamos o seu convite. Hoje tentarei chegar ao lado de sonhadores e guerreiros como eu, muitos batalham a mais de três décadas, enfrentaram militares e ainda esperam viver dias tranquilos. Coragem meus amigos. Fico eu aqui a esperar o momento em que nos encontraremos, torcendo pra que não cochile e que meu peito não adormeça sobre a ponta de minha própria lança... Viva o Teatro... Viva o Teatro... Viva...


Rodrigo Bico
em face ao Dia Mundial do Teatro