
"Uma Porrada Carnavalesca e uma Sacolejada Cultural¹" assim descrevo as sensações sentidos no carnaval pernambucano, a destacar a euforia de samba e frevo diurna na cidade histórica de Olinda e o multiculturalismo noturno e milionário do Recife antigo.
Quase fico sem mim em uma manhã de sol abafado e de pouco vento em meio a uma multidão que cantou "Eu fico com a pureza da resposta das crianças/ É a vida, é bonita e é bonita" e me fazendo atentar em lágrimas para as palavras do mestre Gonzaguinha, como nunca havia atentado. Destaco a criatividade das fantasias o do excesso de gente se divertindo, cantando e dançando, blocos dos mais variados, as vezes até repetitivo. Um calor cinético gerado por um carnaval olindense.
Vi ainda o Zeca Pagodinho em noite em que não se conseguia nem andar no Marco Zero da capital pernambucana, vi ainda Otto, Lenine e um pouco de Jorge Benjor. Mas destaco a noite da segunda feira em que escutei os Tambores Silenciosos (pois não pude ver com tento gente disputando um vaga, preferi não me estressar e ficar em um lugarzinho calmo) e chorei e me arrepiei com os cânticos, as batucadas e orações, logo eu que sou tão cético, após isso pude ver o maravilhoso repertório do produto Pop do neosamba brasileiro, Diogo Nogueira, e o aclamado Dudu Nobre com seus sambas de muleque sambista e compositor.
Mas deixo o Show de Antonio Nóbrega como o resumo de meus quatro dias de folia, fui velho e fui menino, mas fui mais menino, estava acompanhado de um "amor-não-de-carnaval", dancei, cantei e pulei, emocionei-me como a muito não me emocionava, fervi e frevi num friviado só.
Fui também enfermeiro, ator e político, mas o que mais fui foi ser Criança, me misturei a elas e fui aluno delas também, me ensinaram a dar tesouras e a passar a sombrinha por debaixa dos joelhos, a maquiar-se e por fantasias.
Fiz questão de não vestir fantasias, apenas pus em minha cabeça, fantasiei uma vida toda e volto pra minha terra natal, cheio de ideias, sonhos, gritos e aprendizados.
Metaforizados na invasão do Bloco ACORDA em nossa varanda desconfortável após uma noite de grandes conquistas.
ACORDA!!! ACORDA!!! ACORDA!!!
Quase fico sem mim em uma manhã de sol abafado e de pouco vento em meio a uma multidão que cantou "Eu fico com a pureza da resposta das crianças/ É a vida, é bonita e é bonita" e me fazendo atentar em lágrimas para as palavras do mestre Gonzaguinha, como nunca havia atentado. Destaco a criatividade das fantasias o do excesso de gente se divertindo, cantando e dançando, blocos dos mais variados, as vezes até repetitivo. Um calor cinético gerado por um carnaval olindense.
Vi ainda o Zeca Pagodinho em noite em que não se conseguia nem andar no Marco Zero da capital pernambucana, vi ainda Otto, Lenine e um pouco de Jorge Benjor. Mas destaco a noite da segunda feira em que escutei os Tambores Silenciosos (pois não pude ver com tento gente disputando um vaga, preferi não me estressar e ficar em um lugarzinho calmo) e chorei e me arrepiei com os cânticos, as batucadas e orações, logo eu que sou tão cético, após isso pude ver o maravilhoso repertório do produto Pop do neosamba brasileiro, Diogo Nogueira, e o aclamado Dudu Nobre com seus sambas de muleque sambista e compositor.
Mas deixo o Show de Antonio Nóbrega como o resumo de meus quatro dias de folia, fui velho e fui menino, mas fui mais menino, estava acompanhado de um "amor-não-de-carnaval", dancei, cantei e pulei, emocionei-me como a muito não me emocionava, fervi e frevi num friviado só.
Fui também enfermeiro, ator e político, mas o que mais fui foi ser Criança, me misturei a elas e fui aluno delas também, me ensinaram a dar tesouras e a passar a sombrinha por debaixa dos joelhos, a maquiar-se e por fantasias.
Fiz questão de não vestir fantasias, apenas pus em minha cabeça, fantasiei uma vida toda e volto pra minha terra natal, cheio de ideias, sonhos, gritos e aprendizados.
Metaforizados na invasão do Bloco ACORDA em nossa varanda desconfortável após uma noite de grandes conquistas.
ACORDA!!! ACORDA!!! ACORDA!!!
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¹Sacolejada e Porrada foram palavras utilizadas por Chico Geudes e Henrique Fontes, respectivamente, a respeito do espetáculo O Bizarro Sonho de Steven, apenas apropriei-me por elas estarem muito fortes em minha cabecinha pensante
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